LCC

Luz, Câmera e Censura

O cinema Brasileiro na Ditadura Militar

Cinema Novo

O Cinema Novo foi o primeiro movimento de vanguarda do cinema no Brasil. Originalmente não se apresentou como escola estética, manifestando-se coletivamente através da insatisfação de cineastas com o tipo de produção realizada pelas grandes companhias cinematográficas.

Destaca-se que os cineastas do Cinema Novo abordavam assuntos relacionados aos problemas sociais, razão pela qual configurava-se como um movimento de cunho político, que também tratava de questões vinculadas ao cinema, posicionando-se de forma contrária à grande produção de filmes internacionais que circulavam no Brasil.

Os filmes do Cinema Novo tinham grande cunho social, retratando muitas mazelas da sociedade, embora fossem mais voltados à parcela intelectual da sociedade. O grande expoente dessa modalidade foi Glauber Rocha.

Cinema Marginal

O cinema marginal originou-se em São Paulo, entre 1960 e 1970, constituindo-se como um fenômeno de grande repercussão, com filmagens realizadas na região chamada de Boca do Lixo.

Os filmes do cinema marginal eram gravados em espaço urbano, nas imediações da Estação da Luz, onde estavam localizados tradicionalmente os escritórios de produtores, distribuidoras e diretores, também ficou famoso pelas boates e pela zona de meretrício.

O cinema marginal era fruto do Cinema Novo, porém, divergia em muitos aspectos dessa linha, pois os filmes desse movimento englobam os temas homossexualismo, o uso de entorpecentes, e adultério, tudo com muita violência. Além disso, as filmagens do cinema marginal não eram patrocinadas pelo governo.

Todavia, com a entrada no país de filmes produzidos no exterior, os filmes do cinema marginal entram em decadência durante os anos 1970, visto que havia uma certa hegemonia da indústria cinematográfica norte-americana no Brasil.